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20.9.11

Sonhos

São os sonhos sintonias com as inconscientes verdades pessoais ou com as verdades gerais ainda não palpáveis ?

Me questiono.

Os sonhos que se repetem costumam ser os que mais me chamam atenção. Afinal quantas vezes já não acordei com o gosto de um sonho repetido e resolvi entender o porque do fenômeno ?

Sem falar que as vezes que entendi o porque, eles simplesmente pararam de se repetir. Evaporaram no universo onírico.

É legal viajar na ideia desse universo dos sonhos. Será um ambiente simbólico onde cada um atrai os símbolos necessários para seu aprendizado ? Algo como a vida real, mas mais surreal e vaporizado ?


De qualquer forma, é um universo acessível somente quando nos desconectamos do corpo. Talvez o entendamos mais ao meditarmos, ao, obviamente, sonharmos, e por fim, quem sabe, ao abandonarmos para sempre esse nosso corpitcho de carrrne.

24.8.11

O Medo

Um coelho corre na casa. Em desatenta atenção. É um coelho e, por isso, tem medo infinito. É uma presa nata. Porém, tal animal também sabe deixar de ser uma presa e vira então aquele coelho preto criativo que brinca. O coelho que cutuca sua perna com o nariz úmido. Por fim, pode também ser o mesmo coelho que te morde.

Tam tam tam - - -






- - -

Morde sim, tal negro coelho. Mas isso soa q ele, apesar de tudo, nada mais é do que um brutal assassino. Que te cheira para então te morder.

Porém, para aqueles que o essencialmente observam, o coelho pode se resumir naquele que te cutuca com o nariz te buscando como fonte de amor e carinho. Os demais detalhes da narrativa nada mais são doq reverberações do vão medo de um pequeno corpo de animal-presa.

3.7.11

Ciclos Desafiadores

Reparei que a vida ciclicamente prepara sets de desafios baseados em nossa evolução. Set seria o conjunto de momentos 'bola de neve', com situações de escolha, posicionamento, e saculejos variados em nossa 'rotina' e 'previsibilidade'.


Sem os tais sets, teríamos vidas monótonas e contínuas, evoluindo em raros outros momentos, sem experienciar tão bem o amplo leque de oportunidades vidísticas.

São momentos, porém, que costumam vir acompanhados de certa tensão, instabilidade e medos, e normalmente são organizados em um tipo de padrão já familiar para cada um de nós.

Digo familiar porque, aparentemente, temos todos o nosso karma, e normalmente nosso set é programado para justamente evoluir o nosso padrão. Assim, podemos notar que os desafios costumam ter sempre um tempero semelhante.

Quando passamos por um set, podemos 'falhar' e ficar no mesmo estágio de vida, implicando em uma volta de um set praticamente igual depois, só que com outros lugares, pessoas, símbolos, etc. Porém, quando conseguimos de fato fazer a escolha evolutiva, não repetindo padrões karmicos suicidas, a impressão que dá é a de que passamos de fase, ganhamos bonus e recompensa para continuarmos firmes, cada vez mais fortes e sagazes.

É sempre motivo de comemoração evoluir. O único detalhe a lembrar é que, para o set de desafios ser de fato desafiador, uma vez que nós ficamos mais evoluídos e fortes, o tal próximo set também haverá de ser mais complexo.


Não deixa de dar uma balançada no nosso psicológico passarmos por cada conjunto de desafios, mas o grande lance parece ser focar na parte do evolutiva com bônus. Paciência e sabedoria durante a instabilidade são essenciais para podermos ouvir, ver e intuir em que direção o próximo passo será dado.

8.12.10

Conto de Fadas

Uma pequena cidade. Um casal. Um camarim distante. Chuva forte. Cai a luz.

O casal, a la filme de terror, decide enfrentar o escuro do camarim distante com um isqueiro para pegar uma singela bolsa. A missão é cumprida, porém, na saída, um imprevisto. O príncipe charmoso, que desde o início guiava na frente o caminho com sua tocha, começa a tremer e esquivar.

A princesa, atrás dele, não entende a situação e questiona :
"Mas oh, meu bom rapaz, o que há ?'
"Há um bicho aqui. E ele está sendo atraído pela luz"

- Ugh. Inf. *esquiva* -
"Princesa, preste atenção. Eu vou dar uma última iluminada onde ele está, e nós vamos correr!"
"Ahn ?"


*Ilumina*Esquiva para direita*Corre*Apaga isqueiro*

Não contava o príncipe que o fato da princesa não ter avistado o animal seria um porém. Na luz e esquiva, ela viu Bichón Horrendo voando em diagonal em silencioso deslize, mostrando seu corpanzil do tamanho de uma mão de um homem adulto. Quando só no escuro com a besta, traumatizou-se a princesa que, num berro estridente, correu escuridão adentro.

Guardada pelo animal no escuro, a moça gritava:
"PELO AMOR DE DEUS ME TIRA DAQUI BUAH BUAH"
"Venha para a porta, siga a luz!"
"AAAAAH EU NÃO SEI ONDE O MONSTRO ESTÁ AAAAAAAH"


Subitamente, piscadelas do isqueiro do bravo príncipe começam a surgir na porta. Através delas, a princesa nota que a mão, digo, o insetão a circundava proxima e silenciosamente.



As angústias foram diversas, mas com sua luz o príncipe pegou a mão da princesa e a tirou da escuridão.

27.10.10

Traumas Insetus

Quando pequena, eu era uma autêntica colecionadora de insetos. A primavera, para mim e para meu irmão, era um momento mágico de coletar cigarras variadas e demais seres pestilentos para dentro de um vidro de maionese.

Passados os anos, comecei a perceber os insetos melhor. Como exemplo de percepção, cito aquela simpática bolota colorida que externamente são as joaninhas. Ela, ao levantar sua bonita casca para voar, tem real corpo negro com cabeça triangular from hell. Já a cigarra, meus caros, tem um alfinete pontudo no meio do peito que, se vc está desatento com uma pousada em seu dedo, ela irá fincar a tal ferramenta pontiaguda em ti, e ali ficará grudada até seu bem querer ! Sim, é de fato desesperador.

Isso me despertou traumas, e todos animais sem ossos começaram a me inspirar intenso nojo. As recolhidas primaveris em potes de maionese acabaram, e passei simplesmente a torcer passar ilesa sem nenhum contato whatsoever com insetos tarados da primavera.

Em todas, apesar de variados escândalos, sobrevivi muito bem, e não tive que interagir com nenhum deles a sobrevoar meu cabelo, corpo, vida, casa. Em tal época, eles nada faziam além de ameaçar vingança pelos meus tempos de coleta infantis.

Este ano, porém, a vingança chegou. Eles ficaram próximos, ameaçadores, gritantes, e vira e volta pisei em um, o que, para mim, é igual a sofrimentos agonizantes pré-parto.

E agora, a lenda "Ana Voiss Insetus Invictus" se encerra.

Ouvi um barulho plástico assustador. No leve pânico e incerteza do que havia se passado, optei por me aproximar e fechar janela e cortina, para evitar que insetos entrassem de fato, como havia aparentado ameaçar o tal barulho.

Porém, o animal já estava dentro. Vi a figura negra voar barulhenta, e no desespero, corri, tropecei e quebrei um copo em mil pedaços. Uma autêntica cena tropas de elite, reconheço. Varri, com sentimento de derrota e desespero, os cacos e peguei um cobertor para me sentir protegida de eventuais grudes que o tal inseto, até então não identificado, poderia causar.

De dentro da caverna de cobertor, ouvi o animal selvagem me sobrevoar perto, depois longe, e perto novamente. Para ela, parecia divertida essa sádica brincadeira. Para mim, só me lembro de espasmos incontroláveis e tentativas não efetivas de contactar algum salvador.

Quando notei que o barulho de plástico havia estabilizado em um canto, com um som pouco intenso, resolvi abrir uma fresta da caverna e reconhecer que animal me assombrava.

Era uma pequena cigarrita que havia infortunadamente aterrisado de cabeça para baixo. Aliviada com o fato 'quanto menor, melhor', resolvi criar coragem e removê-la. Ela ainda tentava se virar para cima, em aparente tentativa para continuar a sobrevoar o ambiente iluminado, porém, fui mais forte.

Gritei uma ou duas vezes com o desequilibrio da cigarra a se debater, mas consegui pegar suas asitas, sem que uma ficasse solta e ela ficasse a girar. Assim, sentindo ainda suas debatências em meus dedos, consegui lançá-la janela afora.

Me superei, e confesso estar super orgulhosa.



Que venham as baratas !

7.4.10

Maria - Fedida

há uma maria-fedida na minha janela
na minha janela, há ...

conjuntos de ovos, que parecem cartuchos de pólvora pertencentes àquelas arminhas que os anos 80 tinha para crianças. 


Outros conjuntos pela casa dessa janela ela também desovou.
A parede em época de reforma e a madeirinha da cortina,
em cuja cordinha aliás, ela já pousou.

No vidro da janela há a maria-fedida
E assim, posso ver mais uma vez
por baixo daquela olhuda casca,
todo o seu corpo articulado.


agora, ladies n gentzzzz, a trilha sonora dessa trililante estória !

Bato uma vez, ela nem se abala
Um segunda, talvez, um saculejo
Na terceira batida, agora em formato soco ninja,
ela finalmente desaba.


Voe bicho horrendo, voe. 
Na tua casa não entro, me deixe por favor em paz.

24.2.10

Gostaria de mencionar à homenagear uma coisa não palpável, porém parte intensiva de nossa vida e um dos principais motivos pelo qual dormimos, nos alimentamos bem, e evitamos drogas variadas.

Você, minha cara, que se guarda. Mas, todavia, dependendo de onde é guardada, sofre modificações extraordinárias.

Existes baseada em fatos reais, surreais, oníricos, conscientes e inconscientes.

Costumas tu, ser uma das maiores atrações de um divã terapeuti-psicológico. Justamente como és ali colocada, nos diz muito a respeito de nossas personalidades, e de como tomamos para nós, fatos que recebemos.

Podes ser tão superficial, e tão profunda. Organizadora de fatos, és a grande base do "tal passado que nos fez quem somos hoje".

À tu, simpática memória. A mesma que às vezes nos falha quando queremos mencionar aquele nome específico daquele ser humano que é marido daquela outra ser que fez aquele filme que tem um cara que canta aquela música, és ainda a que costuma transparecer quase totalmente quem cada um de nós realmente é.

Amém.

19.12.09

sim.

Existem coisitas que Doris percebe. Sutilezas de personalidades que entregam todos os seus verdadeiros históricos. Ela requota (ou retwita) algo recentemente lido : "O que você é fala tão alto que não consigo ouvir o que você está dizendo."

Chega ao ponto do cansativo ser Doris e estar com Doris.

Ver o que está ali claro, brilhante e latente, duro e real, em prol de uma menor perda de tempo neste curto momento que pela terra temos, ninguém a quer ouvir e/ou acompanhar.

Voltados para uma agradável e confortável ignorância a respeito do que para eles é bonito ser real, tais seres optam pelo conto de fadas, esquecendo-se, porém, das duras quedas já antes experimentadas.

Se questiona, aliás, se a consequente frieza de alguns sentimentos advinda da visão Dórica haverá de não compensar tal empreitada.

Admite ela ser de fato algo interessante de se provar. Os sentimentos não esfriam, mas se acumulam, para se jogar em coisas onde a queda não haverá de ser ilusoriamente válida, e verdadeiramente dolorida, porém em coisitas com um sólido e suculento colchão, tornando a espera deveras recompensadora.

15.10.09

Feliz e trililante, em mais uma saga primaveril, eu trazia compras para la mia casita.

Pois não é que um simpático oriental abriu a porta para mim, se sentiu comovido e resolveu me ajudar até o meu andar ?

Aceitei constrangida a tal ajuda, porém principalmente baseada em um fato. Não, as compras não estavam tão pesadas assim.

Havia, no meu corredor, uma enorme/obesa/verde-amarronzada cigarra de cabeça para baixo.

Comentei tal fato com o meu salvador de dedos esmagados pelos sacos de compras. Ele apenas riu e disse:

- " Que besteira, esses seres nem atacam. "
- " Não atacam. Okay. Só pensam que você é uma árvore e grudam."
- " Hahaha. Mas não são nada nocivos. "
- " Pois vá você do meu lado direito, no qual ela se encontra, enquanto me arrasto pelo lado esquerdo do corredor."

Ele me encarou com um ar de certo arrependimento por ter ajudado alguém tão freak. Porém, todavia, chegamos no meu andar. Ao abrir o elevador, berrei:

- " GAH ! "
- " Oh, mas oq há ? "
- " Gasp, a cigarra tá de cabeça pra cima ! Coisa que significa que ela está . . . VIVA ! "

Neste momento, uma música de terror tocou em minha mente, algo que provavelmente não rolou na cabeça do japa que, masculamente riu e assumiu minha direita.

Fechei os olhos com força e colei na parede esquerda do corredor, para que o trauma passasse rápido até que . . .

- "TZÉEEEEEEEEEEECULHECTECPUTECHASDU"
- "wóoOOOOHOOOO !" - (grito de horror oriental)

Enquanto eu me debatia pelas paredes em extremo pânico, o príncipe charmoso, após declamar "não é que as filhas da puta atacam mesmo ?", a saiu chutando violentamente para fora do meu caminho, em direção ao corredor oposto ao do meu apê.

E lá, de cabeça para cima, após estalos-contorcidos-característicos-das-cigarras-de-dor, ela ficou.

Agradeci tal salvamento duplo ao galante rapaz e ele se foi.

Porém, lá ela ficou. E vários dias depois, de lá, ela me encarou.

Imóvel. Estátua. Virada para cima.
Até desaparecer em algum saco de lixo.

1.10.09

oi Outubro !

Brasília te saúda com a sinfonia do inferno nº394, entoada pelas maiores e mais horrendas cigarras já vistas.

Pelas noites, grilos e demais insetos obscuros ensaiam a peça "Reprodução Esvoaçante Nesta Época tão Florida", fazendo sons saídos de seus corpos absolutamente nojentos, exalando o cheiro inseto-primaveril.

Mais uma vez, assim como o especial do Roberto Carlos que ocorre anualmente, teremos as famosas e trililantes baratas voadoras, com suas pernas peludas e sua cor agradavelmente marrom.

O meu aniversário contido em ti, Outubro, após um mês de inferno astral, é um mero detalhe

de mais uma libriana nascida na época dos insetos feromônicos.

9.9.09

A cigarra mensageira já avisou à todos do clã Brasília-Chão-Total-de-Concreto :

Elas Chegaram (2009)

>.<

8.9.09

Uma cigarra se debateu hoje bem próxima à minha sem-tela janela. Janela esta que já permitiu entrada de outros seres obscuros porém coloridos, que tive que esmagar arremessando um tamanco de peso suficiente.

Uma vez porém perdoei um ser. Uma aranha picolina e saltitante. Resisti o arremesso pois era de fato pequenina e não grudante como os demais seres sem ossos. E mais, ela poderia comer as formigas ! :D

Fato é que esbarrei com ela vários dias que pela casa andava, mas nesta noite, notei a sua ausência. Hoje, que a primeira cigarra-mensageira se debateu próxima à minha sem-tela janela.

23.8.09

Irmã da Doris diz:
olha essa música
eu achei o refrão
parecido com você... que você é a lua :~~ :

"Esta noite eu chorei tanto
Sozinha sem um bem!

Por amor todo mundo chora
Um amor todo mundo tem

Eu, porém, vivo sozinha
Muito triste sem ninguém

Será que eu sou feia?
Não é, não senhor!
Então eu sou linda?
Você é um amor!

Respondam, então, por que razão
Eu vivo só, sem ter um bem?

Você tem o destino da lua
Que a todos encanta
E não é de ninguém

Ai, eu tenho o destino da lua,
A todos encanto
E não sou de ninguém
"

Doris diz:
:O [2]




para aqueles que não entenderam o [2], clicaqui

1.5.09

Pois bem, eu diria.

Doris já entende o que acontece. As expectativas já estão congeladas.
Os que vêem de fora acham que há um grande sofrimento.
Doris sabe e sente que não. Sem expectativa a dor simplesmente inexiste.

"socorra Doris que já não sente nada, naaada"

14.2.09

tenho que avisar a você, amado blog, o porquê (arrr, tem acento ainda ?) do meu gigante sumiço.

sim, é para ti que eu dou satisfações.

o escolhido o qual me acolhe toda a madrugada angustiada, sempre disposto a cuidar dos meus vômitos palavrísticos.

devo dizer que a ti falhei, meu coração, por excesso de atividades e ausência de internet.

apesar de agora estar instalada em outro ambiente, ainda sou sua.

e sinto tua falta.

com amor,

16.12.08

Xmas Time * ~ .

Sugestão de Presente Adorável :


Making Of :


10.12.08

um dos maiores dizeres de Doris na noite foi, ao empilhar seus bombons, ter cantarolado, simplesmente :

"obesidadeeee, obesidadeeee, obesidadeeee para toda eternidadeeee"

Algo com direito à encenação, para publicar tal expressão de angústia, resultando em risadas, aplausos e agradecimentos por tal momento grandevole.

3.12.08

Doris queria dizer algumas coisitas.
Dessas que não foram feitas para serem ditas, somente internalizadas, artezadas, enfim.

Mas Doris tem uma impulsividade, uma certa falta de controle quando o excesso de sentimentos começa a incomodar seu frágil pulso.

E Doris então disse.

Deveria a dor do pulso de Doris ter se aliviado após tal soltar de palavras aprisionadas ?

Ao transbordar o sentimento para o lado errado, fez aparentemente a maré de emoções agora enfurecidas retornar para, então, mais doer.

Doris a havia antecipado. Doris.. por que, oh Doris ?

16.11.08

Hino atual das cigarras:

"Feel the city breakin and everybody shakin,
And were stayin alive, stayin alive.
Ah, ha, ha, ha, stayin alive, stayin alive.
Ah, ha, ha, ha, stayin alive"

13.11.08