16.12.10
Dia 1 - Frequência
Estou com leve ideia de postar mais diariamente, para mencionar qualquer coisa que venha nos dedos teclantes.
Projeto esse que começou reforçado pelo meu gostar escritor, meu gostar de organizar ideias fora da mente, e por fim, pra ver no que dá.
Não há garantias do seu sucesso e/ou cumprimento, porém, confortada pelo próprio projeto, aqui estou com uma dessas ideias nascidas, mas que não costumavam ser relatadas.
Podendo continuar ou não amanhã, os posts garantem existência sempre nos hojes, cada vez mais rápidos e frequentes.
Yes.
Projeto esse que começou reforçado pelo meu gostar escritor, meu gostar de organizar ideias fora da mente, e por fim, pra ver no que dá.
Não há garantias do seu sucesso e/ou cumprimento, porém, confortada pelo próprio projeto, aqui estou com uma dessas ideias nascidas, mas que não costumavam ser relatadas.
Podendo continuar ou não amanhã, os posts garantem existência sempre nos hojes, cada vez mais rápidos e frequentes.
Yes.
10.12.10
8.12.10
Conto de Fadas
Uma pequena cidade. Um casal. Um camarim distante. Chuva forte. Cai a luz.
O casal, a la filme de terror, decide enfrentar o escuro do camarim distante com um isqueiro para pegar uma singela bolsa. A missão é cumprida, porém, na saída, um imprevisto. O príncipe charmoso, que desde o início guiava na frente o caminho com sua tocha, começa a tremer e esquivar.
A princesa, atrás dele, não entende a situação e questiona :
"Mas oh, meu bom rapaz, o que há ?'
"Há um bicho aqui. E ele está sendo atraído pela luz"
- Ugh. Inf. *esquiva* -
"Princesa, preste atenção. Eu vou dar uma última iluminada onde ele está, e nós vamos correr!"
"Ahn ?"
*Ilumina*Esquiva para direita*Corre*Apaga isqueiro*
Não contava o príncipe que o fato da princesa não ter avistado o animal seria um porém. Na luz e esquiva, ela viu Bichón Horrendo voando em diagonal em silencioso deslize, mostrando seu corpanzil do tamanho de uma mão de um homem adulto. Quando só no escuro com a besta, traumatizou-se a princesa que, num berro estridente, correu escuridão adentro.
Guardada pelo animal no escuro, a moça gritava:
"PELO AMOR DE DEUS ME TIRA DAQUI BUAH BUAH"
"Venha para a porta, siga a luz!"
"AAAAAH EU NÃO SEI ONDE O MONSTRO ESTÁ AAAAAAAH"
Subitamente, piscadelas do isqueiro do bravo príncipe começam a surgir na porta. Através delas, a princesa nota que a mão, digo, o insetão a circundava proxima e silenciosamente.
As angústias foram diversas, mas com sua luz o príncipe pegou a mão da princesa e a tirou da escuridão.
O casal, a la filme de terror, decide enfrentar o escuro do camarim distante com um isqueiro para pegar uma singela bolsa. A missão é cumprida, porém, na saída, um imprevisto. O príncipe charmoso, que desde o início guiava na frente o caminho com sua tocha, começa a tremer e esquivar.
A princesa, atrás dele, não entende a situação e questiona :
"Mas oh, meu bom rapaz, o que há ?'
"Há um bicho aqui. E ele está sendo atraído pela luz"
- Ugh. Inf. *esquiva* -
"Princesa, preste atenção. Eu vou dar uma última iluminada onde ele está, e nós vamos correr!"
"Ahn ?"
*Ilumina*Esquiva para direita*Corre*Apaga isqueiro*
Não contava o príncipe que o fato da princesa não ter avistado o animal seria um porém. Na luz e esquiva, ela viu Bichón Horrendo voando em diagonal em silencioso deslize, mostrando seu corpanzil do tamanho de uma mão de um homem adulto. Quando só no escuro com a besta, traumatizou-se a princesa que, num berro estridente, correu escuridão adentro.
Guardada pelo animal no escuro, a moça gritava:
"PELO AMOR DE DEUS ME TIRA DAQUI BUAH BUAH"
"Venha para a porta, siga a luz!"
"AAAAAH EU NÃO SEI ONDE O MONSTRO ESTÁ AAAAAAAH"
Subitamente, piscadelas do isqueiro do bravo príncipe começam a surgir na porta. Através delas, a princesa nota que a mão, digo, o insetão a circundava proxima e silenciosamente.
As angústias foram diversas, mas com sua luz o príncipe pegou a mão da princesa e a tirou da escuridão.
8.11.10
O Jogo Sutil e Feroz do Destino
"Data estelar: Mercúrio ingressa em Sagitário; Lua começa a crescer no mesmo signo.
No íntimo de seu coração todo humano sabe haver uma ordem secreta e pessoal, uma vocação de participar de algo maior e melhor, uma parte que cumpre desenvolver e sem a qual o dano seria irreversível, por isso a necessidade de obedecê-la. Porém, aqui na Terra tudo é obscuro e distorcido, como se uma ameaça pairasse sobre o mundo. Em cada coração humano se desenvolve uma guerra, um jogo sutil, mas às vezes feroz com o destino, que se mascara de acaso. Sem obstinar-se em procurar o verdadeiro sentido da ação correta estamos mais do que perdidos, estamos mortos, transformados em patéticos personagens esquecidos de sua origem divina e, por isso, deixamos de ser mitos para nos envolver em mesquinharias que nos conduzem à tragédia."
Fonte: Quiroga.net
No íntimo de seu coração todo humano sabe haver uma ordem secreta e pessoal, uma vocação de participar de algo maior e melhor, uma parte que cumpre desenvolver e sem a qual o dano seria irreversível, por isso a necessidade de obedecê-la. Porém, aqui na Terra tudo é obscuro e distorcido, como se uma ameaça pairasse sobre o mundo. Em cada coração humano se desenvolve uma guerra, um jogo sutil, mas às vezes feroz com o destino, que se mascara de acaso. Sem obstinar-se em procurar o verdadeiro sentido da ação correta estamos mais do que perdidos, estamos mortos, transformados em patéticos personagens esquecidos de sua origem divina e, por isso, deixamos de ser mitos para nos envolver em mesquinharias que nos conduzem à tragédia."
Fonte: Quiroga.net
27.10.10
Traumas Insetus
Quando pequena, eu era uma autêntica colecionadora de insetos. A primavera, para mim e para meu irmão, era um momento mágico de coletar cigarras variadas e demais seres pestilentos para dentro de um vidro de maionese.
Passados os anos, comecei a perceber os insetos melhor. Como exemplo de percepção, cito aquela simpática bolota colorida que externamente são as joaninhas. Ela, ao levantar sua bonita casca para voar, tem real corpo negro com cabeça triangular from hell. Já a cigarra, meus caros, tem um alfinete pontudo no meio do peito que, se vc está desatento com uma pousada em seu dedo, ela irá fincar a tal ferramenta pontiaguda em ti, e ali ficará grudada até seu bem querer ! Sim, é de fato desesperador.
Isso me despertou traumas, e todos animais sem ossos começaram a me inspirar intenso nojo. As recolhidas primaveris em potes de maionese acabaram, e passei simplesmente a torcer passar ilesa sem nenhum contato whatsoever com insetos tarados da primavera.
Em todas, apesar de variados escândalos, sobrevivi muito bem, e não tive que interagir com nenhum deles a sobrevoar meu cabelo, corpo, vida, casa. Em tal época, eles nada faziam além de ameaçar vingança pelos meus tempos de coleta infantis.
Este ano, porém, a vingança chegou. Eles ficaram próximos, ameaçadores, gritantes, e vira e volta pisei em um, o que, para mim, é igual a sofrimentos agonizantes pré-parto.
E agora, a lenda "Ana Voiss Insetus Invictus" se encerra.
Ouvi um barulho plástico assustador. No leve pânico e incerteza do que havia se passado, optei por me aproximar e fechar janela e cortina, para evitar que insetos entrassem de fato, como havia aparentado ameaçar o tal barulho.
Porém, o animal já estava dentro. Vi a figura negra voar barulhenta, e no desespero, corri, tropecei e quebrei um copo em mil pedaços. Uma autêntica cena tropas de elite, reconheço. Varri, com sentimento de derrota e desespero, os cacos e peguei um cobertor para me sentir protegida de eventuais grudes que o tal inseto, até então não identificado, poderia causar.
De dentro da caverna de cobertor, ouvi o animal selvagem me sobrevoar perto, depois longe, e perto novamente. Para ela, parecia divertida essa sádica brincadeira. Para mim, só me lembro de espasmos incontroláveis e tentativas não efetivas de contactar algum salvador.
Quando notei que o barulho de plástico havia estabilizado em um canto, com um som pouco intenso, resolvi abrir uma fresta da caverna e reconhecer que animal me assombrava.
Era uma pequena cigarrita que havia infortunadamente aterrisado de cabeça para baixo. Aliviada com o fato 'quanto menor, melhor', resolvi criar coragem e removê-la. Ela ainda tentava se virar para cima, em aparente tentativa para continuar a sobrevoar o ambiente iluminado, porém, fui mais forte.
Gritei uma ou duas vezes com o desequilibrio da cigarra a se debater, mas consegui pegar suas asitas, sem que uma ficasse solta e ela ficasse a girar. Assim, sentindo ainda suas debatências em meus dedos, consegui lançá-la janela afora.
Me superei, e confesso estar super orgulhosa.
Que venham as baratas !
15.10.10
"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os
criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que
vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não
respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles,
glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é
ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a
frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como
geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem
mudar o mundo, são as que o mudam."
10.10.10
Pantomina
"Começa uma argumentação... Braços ao ar realizam movimentos que, mesmo ilógicos, são belos. Após um tempo, começam a tomar forma. Pequenas variações criam idéias. Sentimentos são transmitidos por cada onda de movimento que seu corpo emana e a platéia é atingida por todos eles de forma individual.
Ultraje! – gritam entre vaias e aplausos. O público está confuso. Suas palavras são muito fortes e sua voz é excessivamente profunda para a compreensão à primeira vista. Ele insiste! Seu torso gira em um eixo imaginário reafirmando que nunca irá desistir. Uma repetição de termos que transforma uma sentença em cacofonias e ruídos em comunicação pura. Sua mensagem é clara, mas o público se recusa a ver.
Agora suas pernas deixam o chão. O mundo roda à sua volta. Novas idéias são propostas, realidades alternativas apresentadas através de perspectivas inéditas. Uma sucessão de passos demonstra ações que, sem precedente, atingem a todos de modo uniforme. Palmas acompanham o rápido bater de pé no chão... a platéia se sente no dever de acompanhá-lo e desencadear o desastre. Movimentos esquizofrênicos demonstram uma interferência! O artista se cala...
Seus olhos passam de forma rápida por cada espectador. É o suficiente para causar desmaios, convulsões e dores. Sua expressão revela suas intenções. Dizer mais sem nada dizer.
Todos os movimentos voltam junto às expressões. É criada uma nova realidade. Não existe tempo, não existe medo, muito menos dúvidas. Viver torna-se uma arte. Os passos perdidos tornam-se uma dança. Novas perspectivas trazem novos horizontes.
E o artista continua seu monólogo... sem pronunciar uma palavra."
8.10.10
29.9.10
15.9.10
6.9.10
Os seres humanos vêem fragmentado. Isso pode ser bom ou ruim, dependendo de como encaramos isso.
Fragmentarmos uma visão seria dividir um conceito uno, por exemplo, futebol, em várias pequenos pedaços complementares entre si, por exemplo Brasil, Holanda, Argentina. Não satisfeitos, resolvemos fragmentar mais ainda as visões e criamos fluminense, botafogo, palmeiras, etc. Por fim, dentro de cada clube criamos estádios, torcidas, hinos, e demais fragmentos dentro dos fragmentos.
Quanto mais fragmentada uma visão fica, mais difícil é ver o conceito uno por trás de tudo. Por exemplo, ao torcermos por um time brasileiro, costumamos as vezes literalmente se assassinar para defender que nosso time é melhor do que o do outro, esquecendo que o futebol é originalmente uma prática divertida e positiva. Daí, estamos lá nos assassinando por times, quando subitamente, em uma data marcada, lembramos que somos todos uno como cidadãos desse país, o Brasil ! Nos abraçamos como nação e assim torcemos ou a favor do país e/ou contra outros países, passando às vezes por preconceitos, estereotipos negativos, e demais violências um país contra o outro, esquecendo mais uma vez do que futebol significa.
A fragmentação acontece em qualquer conceito, cores, profissões, religiões, partidos políticos, etc. Esquecemos, perdidos nos fragmentos, qual era o motivo principal para estarmos vestindo uma cor, para exercer uma profissão, para orar para deus, para votar em alguém. O conceito inicial muitas vezes se perde nos fragmentos.
Obviamente há vantagem na fragmentação, pois podemos focar e estudar algum assunto de forma mais específica e aprofundada. Mas imagino ser dever lembrarmos sempre e termos a humildade de admitir que nossas ideias, opiniões, julgamentos podem estar presos em fragmentos estereotipados, em todo e qualquer conceito de vida, sem exceção.
Fragmentarmos uma visão seria dividir um conceito uno, por exemplo, futebol, em várias pequenos pedaços complementares entre si, por exemplo Brasil, Holanda, Argentina. Não satisfeitos, resolvemos fragmentar mais ainda as visões e criamos fluminense, botafogo, palmeiras, etc. Por fim, dentro de cada clube criamos estádios, torcidas, hinos, e demais fragmentos dentro dos fragmentos.
Quanto mais fragmentada uma visão fica, mais difícil é ver o conceito uno por trás de tudo. Por exemplo, ao torcermos por um time brasileiro, costumamos as vezes literalmente se assassinar para defender que nosso time é melhor do que o do outro, esquecendo que o futebol é originalmente uma prática divertida e positiva. Daí, estamos lá nos assassinando por times, quando subitamente, em uma data marcada, lembramos que somos todos uno como cidadãos desse país, o Brasil ! Nos abraçamos como nação e assim torcemos ou a favor do país e/ou contra outros países, passando às vezes por preconceitos, estereotipos negativos, e demais violências um país contra o outro, esquecendo mais uma vez do que futebol significa.
A fragmentação acontece em qualquer conceito, cores, profissões, religiões, partidos políticos, etc. Esquecemos, perdidos nos fragmentos, qual era o motivo principal para estarmos vestindo uma cor, para exercer uma profissão, para orar para deus, para votar em alguém. O conceito inicial muitas vezes se perde nos fragmentos.
Obviamente há vantagem na fragmentação, pois podemos focar e estudar algum assunto de forma mais específica e aprofundada. Mas imagino ser dever lembrarmos sempre e termos a humildade de admitir que nossas ideias, opiniões, julgamentos podem estar presos em fragmentos estereotipados, em todo e qualquer conceito de vida, sem exceção.
30.8.10
18.8.10
A que estamos nos propondo exatamente ?
Queremos realmente fazer algo que pensamos que queremos fazer ?
Lidar com pessoas é sempre algo complexo.
Uma vez sonhada uma situação, achamos que ela é tudo o que queremos.
Batalhamos para tal, nos reviramos do avesso, tudo para conseguir atingir aquela imagem que normalmente não existe, ao ser confrontada com uma série de imagens de outras pessoas.
Ou você é um ser que impõe imagem para os outros, ou é imposto, ou simplesmente a deixa se perder com a influência das demais.
A pergunta fica ecoando: É o resultado final o que inicialmente queríamos ?
Queremos realmente fazer algo que pensamos que queremos fazer ?
Lidar com pessoas é sempre algo complexo.
Uma vez sonhada uma situação, achamos que ela é tudo o que queremos.
Batalhamos para tal, nos reviramos do avesso, tudo para conseguir atingir aquela imagem que normalmente não existe, ao ser confrontada com uma série de imagens de outras pessoas.
Ou você é um ser que impõe imagem para os outros, ou é imposto, ou simplesmente a deixa se perder com a influência das demais.
A pergunta fica ecoando: É o resultado final o que inicialmente queríamos ?
14.8.10
Na vida dos seres humanos, nos deparamos com situações que aparecem para serem 'resolvidas'. Seja um contato, um trabalho, um círculo de amizades, um conflito, enfim, tudo que você como pessoa percebe e assimila que te 'cerca'. Ao resolver cada uma delas, notamos que a situação se dissolve, e então nos deparamos com outras novas e mais evoluídas situações.
Obviamente se você não resolve, aquela situação vira quase condição, e vai te rodear igual a um filme de terror, em várias outras simbologias, ou seja, pessoas que surgem uma atrás da outra representando exatamente a mesma coisa, trabalhos dando errado no mesmo lugar (ou certo), posicionamentos, etc.
Com isso, parece que somos ímãs polarizadores da negatividade que temos que limpar, e da positividade que temos que focar e tornar mais forte. Cada limpeza que fazemos ao resolver tais flashes de situações, encontramos a garantia de leveza considerável, uma remoção de peso das costas/cabeça/corpo/mente/espírito.
Se concordas com tal, comece a notar que a vida é praticamente um sonho, onde a simbologia que percebemos quer nos informar coisas a serem resolvidas em nós mesmos.
E a partir daí, a vida vira um video-game, onde temos acesso às fases que temos que passar, para virarmos um super-herói sagaz e com superpoderes !
:)
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