14.3.05

O cão sem cérebro : ~ .


Beirava o inacreditável e o incrível (como algo impossível de se crer) a redundância de ciclos da vida do cão sem cérebro.


- Sinto um buraco. Uma hiper-sensibilidade. Uma quantidade infindável de lágrimas escorrentes durante e após ouvir coisas fofinhas tipo Pétala do Djavan, Sorry do Talisman, e demais músicas apaixonadas de músicos com terminação -an. - disse o cão sem cérebro e correu.

Uma corrida sem destino, porém sempre pela sombra. O cão s.c. sabiamente sabia que devia proteger-se do calor agressivo. Era um cão traumatizado.

Porém, a ausência em sua cabeça do órgão que lidera o raciocínio tornou-se dominante. O instinto berrou, e o cão sem cérebro correu em direção a um montinho de cocô humano.

Cheirou, esfregou-se, e ficou até com um tolete colado em sua testa oca.

Não era a primeira, nem a quarta vez que isso acontecia. Devia passar da 29ª. Sua consciência pesava, seu amor próprio se descabelava, e o cão sem cérebro era só um coração.


Para a remoção do fedor, aparados seus pêlos foram e o cão sem cérebro tornou-se um simpático cão da cabeça hiper-atrofiada.

Celebremos ?

2 comentários:

AnImoL | 25-03-2005 20:00:10 disse...

UHU

AnImoL | 25-03-2005 20:03:11 disse...

Mas aí, cada experiência ajuda pra próxima vez.